Todos os dias, neste espaço, divulgo um poema da minha autoria para que a minha inspiração vos possa servir de guia.

Every day, in this space, I spread a poem of my authorship so that my inspiration can serve as a guide to all of you.

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quarta-feira, 30 de março de 2016

Se eu não te encontrar / If I do not found you

Se eu não te encontrar
Tu não te vais perder
Se o teu eu com o meu não cruzar
É porque não estava destinado a acontecer.

Se a saudade apertar
Não vou poder sofrer
Porque não te encontrei
Não te vou conhecer.

Se o amanhã não chegar
Não me irei arrepender
No meu coração terás lugar
Não te irei esquecer.

Sentada na gare de comboios do cacem,
no dia 15 de março de 2016,
escrito à mão
17h55


If I do not found you
You're not going to lose you
If your I with mine not cross
It is because it was not meant to happen.

If the longing tighten
I will not be able to suffer
Why I not find you
I'm not going to know.

If tomorrow never come
I will not regret
In my heart I will place
I will not forget you.

Sitting on the platform of the train hunt,
on March 15, 2016,
handwritten

5:55 p.m.

terça-feira, 29 de março de 2016

O detalhe faz a diferença / The detail makes the difference

O detalhe faz a diferença
É importante dar atenção ao pormenor
Ser cuidadoso e meticuloso
É atitude que não se faz de cór.

Uma atitude inapta
De combinar e organizar
Uma forma de vida
Difícil de imitar.

Pode passar pela cor
Estender-se à forma
Com atenção ao detalhe
Tudo à nossa volta se transforma.

Lisboa, Estão de metro de S. Sebastião
no dia 8 de março de 2016,
escrito à mão
21h13



The detail makes the difference
It is important to pay attention to detail
Be careful and meticulous
It's an attitude that is not done by heart.

An attitude unsuited
To combine and organize
One way of life
Difficult to imitate.

You can go through color
Extend to form
With attention to detail
Everything around us changes.

Lisbon S. Sebastião metro gare
on March 8, 2016,
handwritten

9:13 p.m.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Mais um impasse / Another impasse

Mais um impasse
Mais um revez
Uma história
Que se repete outra vez.

Um lar que não se encontra
Uma oportunidade que não se alcança
Um sonho que se teme ter
Uma perda de confiança.

Mais uma dificuldade
Mais uma desconfiança
Difícil de controlar a ansiedade
Fácil é perder a esperança.

Mais um precalso
Uma dura batalha
Onde tudo soa a falso
E tudo falha.

Mais uma luta
Na incerteza
Por mais absoluta
Que seja a franqueza.

El Corte Inglês, piso 7 Sala de âmbito Cultural
no dia 8 de março de 2016,
escrito à mão
19h00


Another impasse
Once again
A story
repeated again.

A home that is not found
An opportunity that can’t be reached
A dream that is feared to have
A loss of confidence.

Another difficulty
Once distrust
Hard to control anxiety
Easy to lose hope.

Another setback
A tough battle
Where all rings hollow
And everything fails.

More fight
uncertain
For absolute
That is honesty.

El Corte Ingles, floor 7 Cultural context Room
on March 8, 2016,
handwritten

7:00 p.m

domingo, 27 de março de 2016

Haiku, Haikai , 俳句

Céu cinzento sem estrelas.
Mar bravo e picado.
Gaivotas voam em terra.

2 de março de 2016,
Sentada na estação de comboios do Cacém
escrito à mão
18h18



Gray starless sky.
Sea angry and chopped.
Seagulls fly on the ground.

March 2, 2016,
Sitting in Cacém train station
handwritten

18h18

sábado, 26 de março de 2016

Boneca de Porcelana / Porcelain Doll

Boneca de porcelana
Com os cabelos aos canudos
Rosto pálido e sereno
De sorrisos miudos.

Princesa incompreendida
Fora da tua realidade
Vives fora do teu tempo
Nesta contemporaneidade.

Menina singela
De vida mundana
Com um sorriso profundo
Nesse teu rosto de porcelana.

Estação de comboios do Cacém
no dia 8 de março de 2016,
escrito à mão
17h55


China doll
With the hair to straws
pale and serene face
with a kid smile.

Misunderstood Princess
Out of your reality
You live out of your time
In this contemporary world.

Simple girl
Worldly life
With a deep smile
on your porcelain face.

Cacém train station
on March 8, 2016,
handwritten

5:55 p.m.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Eu confesso / I confess

Por vezes fui estúpida
Não soube reagir
Fui pateta e insegura
Só me apeteceu fugir.

Fui infantil e ingénua
Não consegui agir
Desiludi-me a mim e aos outros
Por não saber ouvir.

Nem sempre fiz as melhores escolhas
Mas fiz o possível para conseguir
Confesso que não sou perfeita
Mas procuro evoluir.

Sentada no comboio da linha de Sintra (Rio de Mouro)
no dia 8 de março de 2016,
escrito à mão
8h27


Sometimes I was stupid
I did not know how to react
I was goofy and insecure
Just felt like to flee.

I was childish and naive
I could not act
I disappointed me and others
By not listening.

I not always made the best choices
But I did my best in order to get it
I admit I'm not perfect
But I try to evolve.

Sitting on the train from Sintra line (Rio de Mouro)
on March 8, 2016,
handwritten

8:27 a.m.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Já não corro / I no longer run

Já não corro pela vida
Nem para te apanhar
O meu ritmo é outro
Tenho de o respeitar.

Já não corro para um comboio
Nem para agarrar um lugar
Sigo a minha cadência
Prefiro caminhar.

Percorro muitas léguas
Consigo não me cansar
Vivo intensamente e sem tréguas
No meu devido lugar.

Sou a tartaruga da fábula
Deixo a lebre me ultrapassar
Acabo por ao meu ritmo
Chegar em primeiro lugar.

Sentada no comboio da linha de Sintra (Amadora)
no dia 8 de março de 2016,
escrito à mão
18h15


I no longer run for life
Not to catch you
My pace is another
I have to respect it.

I no longer run for a train
Or to grab a place
I follow my cadence
I prefer to walk.

I walk many leagues
I can’t get tired
I live intensely and relentlessly
In my place.

I am the fabled turtle
I let the hare overcome me
I end up at my own pace
Arriving in first.

Sitting on the train from Sintra line (Amadora)
on March 8, 2016,
handwritten

6:15 p.m.

quarta-feira, 23 de março de 2016

As nuvens correm no céu / The clouds run in the sky

As nuvens correm no céu
Fogem da ira dos Deuses
O vento lhes sopra
Correm desalmadamente
Nada as pára,começa a chover
Fogem e correm à minha frente.
A natureza assim se revela
Da sua forma mais sombria
Os tons de cinzento se fundem
O ambiente escurece
As nuvens correm no céu
Fogem da ira dos Deuses.

Sentada no El Corte Inglês, Sala de âmbito cultural piso 7
no dia 8 de março de 2016,
escrito à mão
19h10



The clouds run in the sky
They flee from the wrath of the Gods
The wind blows them
They run quickly
Nothing stops them, starts to rain
They flee and run in front of me.
The nature thus discloses
In its darkest form
The gray tones merge
The dark environment
The clouds run in the sky
They flee from the wrath of the Gods.

Sitting on El Corte Ingles, cultural scope Room 7th floor
on March 8, 2016,
handwritten

7:10 p.m.

terça-feira, 22 de março de 2016

Sou eclética / I am eclectic

Sou eclética
Uma mistura de várias vidas
Uma boa vivã
Que adora coisas divertidas.

Sou uma fusão
Um mix de realidades
Uma junção entre o coração e a razão
E com algumas fragilidades.

Sou diferente
Simplesmente por assim nasci
Sou a minha história e o meu adn
Não tenho a certeza se cresci.

Sou única
Não conheço ninguém semelhante
Uma ave rara
Uma borboleta viajante.

Sentada no comboio da linha de Sintra (Queluz-Belas)
no dia 3 de março de 2016,
escrito à mão
18h08


I am eclectic
A mixture of several lives
A good living
Who loves fun stuff.

I'm a merger
A realities mix
A junction between the heart and reason
And with some weaknesses.

I'm different
Just as I was born
I am my story and my dna
I'm not sure if I grew up.

I'm the only one
I do not know anyone like me
A rare bird
A traveler butterfly.

Sitting on the train from Sintra line (Queluz-Belas)
on March 3, 2016,
handwritten

6:08 p.m.

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