Todos os dias, neste espaço, divulgo um poema da minha autoria para que a minha inspiração vos possa servir de guia.

Every day, in this space, I spread a poem of my authorship so that my inspiration can serve as a guide to all of you.

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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Nem que fosses o último homem / Neither if you were the last man

Nem que a humanidade
Entrasse em extinção
Nem que fosses o último homem
Jamais te daria o meu coração.

Nem que estivesse contigo numa ilha deserta
E ficasse celibatária
Estou demasiado desperta
Não me tomes por otária.

Comigo não tens hipóteses
Mesmo que faças o pino
Comigo te cruzas-te,
Mas não te enquadro no meu destino.

Sentada na secretária no meu quarto,
no dia 29 de outubro de 2015,
escrito à mão
22h15



Neither that humanity
Enter on extinguishment
Neither if you were the last man
I will never give you my heart.

Even if I were with you on a desert island
And stay celibate
I'm too awake
I don’t take me for a sucker.

With me you have no chance
Even if you do the pin
With me you come across,
But I don’t fit you in my destiny.

Sitting at the desk in my room,
on October 29, 2015,
handwritten

10:15 p.m.

domingo, 29 de novembro de 2015

Ao meu filho que nunca nasceu / To my son that was never born

Ao meu filho que nunca nasceu
Desejado no meu peito
O meu útero não te concebeu
O destino não é perfeito.

Mesmo sabendo que não vieste ao mundo
Quero que saibas que te desejei
Um sonho profundo
Que agora abandonei.

O tempo passou
O relógio biológico não se acertou
Ao mundo não vieste,
Mas alguém profundamente te desejou.

Sentada na mesa da cozinha,
no dia 29 de outubro de 2015,
escrito à mão
7h59



To my son that was never born
Desired in my chest
My uterus did not conceive you
The destination is not perfect.

Even though you did not come to this world
I want you to know that I wanted you
A deep desire
That I now abandoned.

The time has passed
The biological clock does not hit
To the world you did not come,
But someone deeply wished you.

Sitting at the kitchen table,
on October 29, 2015,
handwritten

7:59 a.m.

sábado, 28 de novembro de 2015

Sonha comigo meu amor / Dream about me my love

Sei que ainda não me conheces
Mas o teu dia há-de chegar
Tranquiliza o teu coração
Vai valer a pena esperar.

Se tiveres paciência
Em breve chegarei
Para já o tempo é meu,
Mas alguma atenção não te negarei.

Sonha comigo meu amor
Em como me conseguirás conquistar
Necessitas destreza
Para o meu coração conseguires roubar.

Sentada na mesa da cozinha,
no dia 28 de outubro de 2015,
escrito à mão
19h46


I know that you still do not know me
But your day will come
Reassure your heart
It will be worth to wait.

If you have patience
Soon I will arrive
For now time is mine,
But some attention I will not deny you.

Dream about me my love
On how you can conquer me
You need dexterity
To steal my heart.

Sitting at the kitchen table,
on October 28, 2015,

handwritten

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Estou cansada / I'm tired

Estou cansada
De beijar sapos que não viram princípes
De investir tempo numa má relação
De me sentir condicionada
De desiludir o meu coração.

Sinto-me desanimada
Com as minhas escolhas
Com a minha posição
De assumir todo o controlo
De terminar em desilusão.

Não querendo
Transformar princípes em sapos
Invisto na minha evolução
Dedico-me ao que mais gosto
Estou em período de Meditação.

Sentada na minha cama,
no dia 27 de outubro de 2015,
escrito à mão
23h47



I'm tired
Of kissing frogs that do not become princes
To invest time in a bad relationships
To feel conditioned
To disappoint my heart.

I feel discouraged
With my choices
With my position
To assume all control
To end in disappointment.

Not wanting
To turn Princes into frogs
I invest in my development
I dedicate myself to what I like best
I am in meditation period.

I am sitting on my bed,
on October 27, 2015,
handwritten

11:47 p.m.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Politicamente incorreta / Politically incorrect

Lançando uma pedra no charco
Sobre a crise migratória
Sem embandeirar em arco
É a maior de que tenho memória.

Há um lado de mim
Que se enternece com estes seres humanos
Mas há questões que se levantam assim
Porque são povos Mulçumanos.

Chegam aos milhares
Não são apenas Sírios
Vêm de vários lugares
Passaram por diversos martirios.

Contudo, professam outra religião
Têm outros hábitos,
Uma outra educação
Esperam-nos conflitos.

Tudo isto pode não vos soar bem
A Imprensa vos manipula
É bom ajudar alguém
Que pelo mundo deambula.

Questionem a vossa postura
Será que está certa?
Posso vos parecer dura
Prefiro ser Politicamente Incorreta.

Sentada na secretária no meu quarto,
no dia 27 de outubro de 2015,
escrito à mão
21h05



Throwing a stone in the pond
About the migration crisis
No flag arched
It is the largest that I have memory.

There is a side of me
It is moved by these humans
But there are issues that arise so
Because they are Muslim people.

They arrive by the thousands
Not only Syrians
They come from various places
They passed many martyrdoms.

However, they profess another religion
They have other habits,
Another education
Conflicts expect us.

All this can’t sound good
The press handles you
It's good to help someone
That roams the world.

Questioning your posture
Is it right?
I can seem hard
I prefer to be Politically Incorrect.

Sitting at the desk in my room,
on October 27, 2015,
handwritten

9:05 p.m

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Fénix Renascida / Phoenix Reborn


Regressei a casa
Como uma Fénix Renascida
Entrei em metamorfose
Para abraçar uma nova vida.

Li muito, divaguei ainda mais,
Conversei imenso
Com amigos e com os meus pais
Tornei tudo mais intenso.

Reaprendi a viver
Chupando o tutano da vida
vi-me renascer
como uma Fénix renascida.

Sentada no comboio da linha de Sintra,
no dia 23 de outubro de 2015,
escrito à mão
21h50



Back home
Like a Phoenix Reborn
I went into metamorphosis
To embrace a new life.

I read a lot, I digressed further,
I talked a lot
With friends and with my parents
Everything became more intense.

I relearned to live
Sucking the marrow of life
I found myself reborn
like a phoenix reborn.

Sitting on the train from Sintra line
on October 23, 2015,
handwritten

9:50 p.m

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Quando a luz deixa de brilhar / When the light stops shining

A luz apagou-se lá fora
E cá dentro também
O meu humor murchou agora
Não estou disponível para ninguem.

Não se metam comigo
Não consigo brincar
Se és meu amigo
Deixa-me ficar no meu lugar.

São quebras de humor
Que causam mais estar
Algum dissabor
Que surge quando a luz deixa de brilhar.

Sentada no comboio da linha de Sintra (Barcarena),
no dia 23 de outubro de 2015,
escrito à mão
21h41



The light went off outside
And inside too
My mood right now withered
I am not available to anyone.

Don’t mess with me
I can’t play
If you are my friend
Let me be in my place.

These are breaks of humor
Causing bad mood
Some unpleasantness
That arises when the light stops shining.

Sitting on the train from Sintra line (Barcarena)
on October 23, 2015,
handwritten

9:41 p.m

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Não chegues agora meu amor / Don’t come now my love

Não venhas agora meu amor
Não tenho tempo para ti
Vem mais tarde por favor
Tenho de compreender o que senti.

Preciso de tempo para escrever
Não tenho disponibilidade para te dar
Tenho de me resolver
Para depois conseguir amar.

Espera pela tua vez
Com alguma paciência
Não queiras pargar pelo que outro fez
Aguarda a minha resiliência

Enseja por mim
Não te irás arrepender
A vida é mesmo assim
Não estou preparada para te receber.

Sentada no comboio da linha de Sintra (Queluz Belas),
no dia 23 de outubro de 2015,
escrito à mão
21h35




Don’t come now my love
I have no time for you
Please come later
I have to understand what I felt.

I need time to write
I have no availability to give you
I have to fix me
To be able to love.

Wait for your turn
With some patience
Don’t want to pay for what else did
Wait my resilience

Entails for me
You will not regret
Anyway life is like it
I'm not ready to receive you.

Sitting on the train from Sintra line (Queluz Belas)
on October 23, 2015,
handwritten

9:35 p.m

domingo, 22 de novembro de 2015

Sem pressa / Unhurried

Sem pressa para me perder
Não corro para errar
Não me quero voltar a arrepender
Sinto que tenho de me modificar.

Sem pressa de cair no mesmo
Não me quero magoar
Deixo os dias seguir lentamente
E aos poucos estou-me a organizar.

Sem pressa para viver a vida
Ela tem um ritmo próprio para rolar.
Sem me sentir arrependida
De ter arriscado a mudar.

Sentada no comboio da linha de Sintra (Monte Abrão),
no dia 23 de outubro de 2015,
escrito à mão
18h07



Unhurried to get lost
I do not run to make mistakes
I don’t want to regret again
I feel I have to change myself.

Unhurried to fall into the same
I don’t want to hurt myself
I let the days following slowly
And gradually I'm organizing me.

Unhurried to live life
She has it’s own rhythm to roll.
Without feeling sorry
To have risky to change.

Sitting on the train from Sintra line (Mt. Abram)
on October 23, 2015,
handwritten

6:07 p.m

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