Todos os dias, neste espaço, divulgo um poema da minha autoria para que a minha inspiração vos possa servir de guia.

Every day, in this space, I spread a poem of my authorship so that my inspiration can serve as a guide to all of you.

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sábado, 31 de outubro de 2015

Sem ti... / Without you...

Sem ti o mundo continuou a girar
A vida seguio o seu caminho
Um novo percurso tive de tomar
Mas agora sózinho.

Sem ti o sol continuou a brilhar
As estações a se sucederem
As crianças continuaram a brincar
Sem se arrependerem.

Sem ti a vida prosseguiu
De uma forma um pouco diferente
Mas agora o futuro me sorriu
E tornei-me mais independente.

Sem ti há agora felicidade
Um mundo a descobrir
Esta é a estranha verdade
De quem voltou a sorrir.

Sentada no comboio da linha se Sintra (Sete Rios)
no dia 16 de outubro de 2015,
escrito à mão
17h27
 
Without you the world keeps turning
Life went on his way
A new route I had to take
But now alone.

Without you the sun continued to shine
The stations to succeed
Children continued to play
Without regret it.

Without you life as continued
In a way somewhat different
But now the future smiled at me
And I became more independent.

Without you there is happiness now
A world to discover
This is the strange truth
Of who returned to smile again.

Sitting on the train line Sintra (Sete Rios)
on October 16, 2015,
handwritten

5:27 p.m

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Só eu sei... / Only I know...

Só eu sei quanto sofri
As vezes que chorei
Como por dentro senti
Como sobre ti me enganei.

Só eu sei como foi difícil
A dor que carreguei
Saí de casa como um missil
E longe recomecei.

Só eu sei como sobrevivi
Quando a tua vingança se tornou lei
Para no fim sentir que mereci
E que tudo isto superei.

Sentada no comboio da linha se Sintra (Monte Abrão)
no dia 16 de outubro de 2015,
escrito à mão
17h15

Only I know how much I suffered
As many times I cried
As inside I felt
How about you I was wrong.

Only I know how difficult it was
The pain I carried
I left home as a missile
And far I restarted.

Only I know how I survived
When your vengeance became law
For in order to feel I deserved
And all of this I overcome.

Sitting on the train line Sintra (Mount Abram)
on October 16, 2015,
handwritten

5:15 p.m

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O futuro me espera / The future awaits me

O futuro me espera
Tenho de me concentrar
Tomar consciência
Do que preciso semear.

O presente me desperta
Para a realidade
Quem hoje semeia
Colhe mais tarde com facilidade.

O momento é de espera
E de concentração
De investimento pessoal
Numa nova situação.

O presente é agora
O futuro pode ser já amanhã
O investimento tem de ser constante
Para a sorte se tornar um talismã.

Sentada à mesa da cozinha
no dia 15 de outubro de 2015,
escrito à mão
8h01

The future awaits me
I have to concentrate
Become aware
What do I need to seed.

The present awakens me
To reality
Who sows today
Harvests later with ease.

The moment is of waiting
And concentration
Personal investment
On a new situation.

This is now
The future may be already tomorrow
The investment must be constant
For luck becomes a talisman.

Sitting at the kitchen table
on October 15, 2015,
handwritten

8:01 a.m.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A vida é um milagre / Life is a miracle

A morte está sempre à espreita
Há doenças inumeráveis
As desistências são estreitas
E tantas são incuráveis.

Perante tanta probabilidade
Ácida como vinagre
Hoje descobri a realidade
A vida é um milagre.

Sentada na secretária do meu quarto
no dia 10 de outubro de 2015,
escrito à mão
22h13

The death is always lurking
There are innumerable diseases
Dropouts are narrow
And many are incurable.

In face of so much likelihood
Acidic as vinegar
Today I discovered the reality
Life is a miracle.

Sitting at the desk in my room
on October 10, 2015,
handwritten

22.13 p.m

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Pinto livros de criança / I paint children's books

Pinto livros de criança
Com lápis de várias cores
Com desteza e confiança
Aliviando as minhas dores.

Afio a ponta de cada lápis
Escolhido para colorir
Ajeito os óculos no nariz
E de cor a folha começo a cobrir.

Uma forma de o stress aliviar
Canalizando a concentração
Reaprendendo a brincar
Tranquilizo o coração.

Um nova moda
Que em boa hora chegou
A cabeça deixe de andar à roda
Porque o cérebro sossegou.
Sentada na secretária do meu quarto
no dia 10 de outubro de 2015,
escrito à mão
22h20

I paint children's books
With pencils of various colors
With skill and confidence
Relieving my pain.

I sharpen the tip of each pencil
Chosen to color
I adjust my spectacles on the nose
And of color the sheet I begin to cover.

One way to relieve stress
Channeling the concentration
Relearning how to play
I reassure the heart.

A new fashion
That in good time has come
The head stop spinning
Because the brain had his rest.

Sitting at the desk in my room
on October 10, 2015,
handwritten

22.20 p.m

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Sinto um enorme peso / I feel a huge weight

Sinto um enorme peso
Das más escolhas que fiz
Carrego dentro de mim um fardo
Que me deixa infeliz.

Diariamente sou castigada
Na minha pele sinto a dor
Uma má sorte por mim criada
Que me trás um grande dissabor.

Sou vencida pelo desalento
Baixo os braços desiludida
Qualquer dia rebento
E embarco numa nova vida.

Sentada no comboio da linha de sintra
no dia 9 de outubro de 2015,
escrito à mão
21h43

I feel a huge weight
Of the bad choices I made
I carry within me a burden
That makes me unhappy.

Daily'm punished
In my skin I feel the pain
Bad luck for me created
That brings me a great disappointment.

I am overcome with discouragement
I down the disillusioned arms
Any day I shoot
And embark on a new life.

Sitting on the train from Sintra line
on October 9, 2015,
handwritten

9:43 p.m

domingo, 25 de outubro de 2015

Começar a lutar / Start fighting

Tenho uma âncora no passado
Que não me deixa navegar
Quero põr tudo de lado
Soltar amarras e remar.

Seguir no meu pequeno barco
Para parte incerta
Não me prendo no charco
Preciso de um visão mais aberta.

Um oceano me espera
Para fazer acontecer
Esperar pelo destino me desespera
Faz-me sentir desfalecer.

Tenho um olho no futuro
Nos objectivos que pretendo alcançar
Tenho que na mesa dar um murro
E por mim começar a lutar.

Sentada no comboio da linha de sintra
no dia 9 de outubro de 2015,
escrito à mão
21h36

I have an anchor in the past
That does not let me sail
I want to put everything aside
Loosen ties and paddle.

Follow in my little boat
For uncertain place
Do not hold me into the pool
I need a more open view.

An ocean awaits me
To make it happen
Wait for the destination despairs me
It makes me feel faint.

I have an eye on the future
On the objectives I want to achieve
I have to the table to punch
And for me start fighting.

Sitting on the train from Sintra line
on October 9, 2015,
handwritten

9:36 p.m

sábado, 24 de outubro de 2015

De volta à adolescência / Back to adolescence

Estou de volta à adolescência
Sem complexos nem complicações
A uma época em que não havia problemas
Em busca de boas emoções.

Faço uma viagem no tempo
Para me curar
Renascendo a adolescente em mim
O dia-a-dia é mais fácil de suportar.

Não sei ainda quando voltarei a crescer
Mas à fase adulta devo regressar
Por agora quero voltar a ser miúda
Para me reencontrar.

Mem-Martins, sentada na mesa da cozinha
no dia 9 de outubro de 2015,
escrito à mão
7h55

I'm back to adolescence
Without complexes or complications
At a time when there were no problems
In search of good emotions.

I make a trip back in time
To heal me
Reviving the teenager in me
The day-to-day life is easier to bear.

I do not know yet when I will return to grow
But to adulthood I must return
For now I want to return to be little girl
To find myself.

Mem-Martins, sitting at the kitchen table
on October 9, 2015,
handwritten

7:55 a.m

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A Revolta / The Revolt

A indiferença
E toda e qualquer falta de respeito
Geram dentro de mim revolta
Daquelas que se sentem no peito.

A desigualdade
E a falta de compreensão
São diferenças
Que neste mundo não devem ter ocupação.

Há dias em que o que vejo me revolta
Mas procuro tranquilizar o meu coração
Distrair-me com o que é bom à minha volta
Sem entrar em trubilhão.

Mas nem sempre consigo referear o ânimo
Escrevo por isso estas linhas
Para aliviar a tensão
E manter as ideias limpinhas.

Sentada no comboio da linha de Sintra
no dia 9 de outubro de 2015,
escrito à mão
18h07



The indifference
And any lack of respect
Generates in me revolt
Of those who feel in the chest.

The inequality
And the lack of understanding
are differences
That in this world should have no occupation.

There are days where what I see disgusts me
But I try to reassure my heart
Distract myself with what is good around me
Without going into unrest.

But I can’t always restrain the mood
I write these lines so
To relieve tension
And keep the ideas clean.

Sitting on the train in the Sintra line
on October 9, 2015,
handwritten

6:07 p.m

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