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sábado, 27 de junho de 2015

O apoio à vitima / Support for victim

Será que alguém tem consciência que é vítima?
Sem se estar a vitimizar.
Quem é provavelmente não se afirma
Por vergonha do que está a passar.

A violência não é só física
Pode ser também psicológica
Qual deixa maiores marcas?
Questiono essa lógica.

Talvez os outros
Tenham outra perceção,
Familiares e amigos
Conseguem ter outra visão.

Uma pessoa precisa de apoio
Para conseguir avançar
Há muitos problemas a resolver
E traumas a ultrapassar.

Agualva, Café Seara
Escrito à mão
25 de junho de 2015,
9h00
In Costa, Maria Leonor, Poesias Mundanas.


Does anyone aware that is the victim?
Without being victimized.
Who is, probably not affirmed
By ashamed of what is happening.

Violence is not only physical
It may also be psychological
Which leaves the biggest brands?
I question this logic.

Perhaps others
Have another perception
Family and friends
They can have another view.

A person needs support
To get ahead
There are many problems to solve
And traumas to overcome.

Agualva, Café Seara
Handwritten
June 25, 2015,
9:00 a.m.
In Costa, Maria Leonor, Worldly poetry

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O café da manhã / The morning coffee

O pequeno-almoço foi em casa,
Seguido por uma caminhada matinal
Depois veio o comboio
Uma rotina que se tem tornado normal.

Momentos antes de entrar para o trabalho,
Durante alguns minutos apenas,
Bebo um café, bem sentada,
Redijo ideias serenas.

Uma higiene espiritual
Saudável e que recomendo
Um momento individual
Em que melhor a vida compreendo.

Agualva, Café Seara
Poema manuscrito,
25 de junho de 2015,
8h54
In Costa, Maria Leonor, Poesias Mundanas.


Breakfast was at home,
Followed by a morning walk
Then came the train
A routine that has become normal.

Moments before entering work,
For a few minutes only,
I drink coffee, well seated,
Write serene ideas.

A spiritual hygiene
Healthy and what I recommend
An individual moment
Where better understand life.

Agualva, Café Seara
Handwritten poem,
June 25, 2015,
8:54 a.m.
In Costa, Maria Leonor, Worldly poetry
 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Será que é tarde? / Is it late?

Será tarde para encontrar o amor?
Para ser mãe,
Ter uma família feliz,
E conseguir confiar em alguém?

Será possível voltar a acreditar,
Num futuro mais risonho e de esperança,
Com abertura de espírito,
À medida que a vida avança?

Será, com certeza, amanhã
Tudo aquilo que hoje parece impossível.
Ainda há situações a ultrapassar
Para que o futuro se torne incrível.

Agualva, Café Seara
Poema manuscrito,
25 de junho de 2015,
8h45
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


Is it too late to find love?
To be a mother,
Having a happy family,
And get to trust someone?

Is it possible to believe again,
In a brighter future of hope,
With open-mindedness,
As life advances?

It will certainly be tomorrow.
Everything that seems impossible today.
There are still situations to overcome
So that the future becomes incredible.

Agualva, Café Seara
Handwritten poem,
June 25, 2015
8:45 a.m.
In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Uma enorme confusão / A huge mess

Num curto espaço de tempo
Há problemas para resolver
Diferentes sensibilidades
Que não se conseguem entender.

Podendo escolher ser céleres
Ou começar a competir
Entrar num braço de ferro
Até que um tenha de desistir.

Há bens comuns a partilhar,
Mas felizmente não há crianças
Já não há muito para conversar
Quando começam as desconfianças.

É triste ver as coisas a terminar
Entre duas pessoas que dificilmente se vão entender
Já que também não se conseguiram amar
E cada um, tenta se defender.

Que a paz regresse em breve
E que tudo se resolva também
É assim que sente quem nada deve
E quem quer solucionar tudo a bem!

Agualva, sentada à secretária,
Escrito a computador
22 de junho de 2015,
12h32
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


In a short time
There are problems to solve
different sensitivities
Who fail to understand.

Can choose to be speedy
Or start competing
Into a tug of war
Then one has to give up.

There are common goods to share
But fortunately, there are no children
Since there is not much to talk
When they begin suspicions.

It's sad to see things end
Between two people who are unlikely to understand
As they would not be able to love
And each one tries to defend.

May peace return soon
And everything also solves
This is how it feels to whom nothing
And who wants to solve everything well

Agualva, sat at the desk,
Written computer
June 22, 2015,
12:32 p.m.
In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Quando a máscara caiu / When the mask fell

Foi quando a máscara caiu
Que tu verdadeiramente te revelaste
Não sei de onde o teu egoísmo saiu,
Mas sei que algo em mim, roubaste.

Assombrado por uma ex-mulher
Da qual nunca te libertaste
O teu futuro estás agora a colher
Porque me ignoraste.

Uma casa enorme
Onde já não havia amor
Um espaço vazio
No qual se instalou a dor.

Para trás te deixei
Sem nenhum arrependimento
Se algum dia te amei
Foi apenas por um momento.

Tentas-te mostrar ser
Uma pessoa que não existia
Quando a máscara começou a derreter
Quebrou-se toda a magia.

É pena existir gente
Que vive bem assim
Com tanta facilidade mente
Porque sabe bem e, porque sim.

Mem-Martins, sentada na mesa da cozinha, durante o pequeno-almoço,
Poema manuscrito,
22 de junho de 2015,
7h52
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.



It was when the mask fell
That you truly revealed
I do not know where your selfishness came out
But I know that something in me you stole.

Haunted by an ex-wife
From which you never get free
Your future you are now reaping
Because you ignore me.

A huge house
Where there was no love
An empty space
In which settled the pain.

I left you behind
With no regrets
If I ever loved you
It was only for a moment.

You try to show be
A person who did not existed
When the mask began to melt
It broke up all the magic.

It’s too bad people exist
Who lives as well
With so much mind at ease
Because it knows well and just because.

Mem-Martins, sitting at the kitchen table during breakfast,
Handwritten poem,
June 22, 2015,
7:52 a.m.
In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Não há amor como o primeiro / There is no love like the first

Por mais que o tempo passe
não há amor como o primeiro
e mesmo que outro eu amasse
nunca teria o teu cheiro.

A ingenuidade de uma primeira relação
a abertura de espírito para amar
são hoje uma recordação
que permanece no seu lugar.

Tudo poderia ter sido diferente,
mas foi o que tinha de ser.
Não te sou indiferente
e nunca te vou esquecer.

Foi muito difícil abdicar
de uma grande paixão
Pior teria sido nunca saber o que é amar,
mas eu sei e isso guardo no meu coração.

Mem-Martins, sentada à secretária,
Poema escrito no computador
21 de junho de 2015,
22h17
In Costa, Maria Leonor. Amores Platónicos.


However much time passes
there is no love like the first
and even though I loved another
He never would have your smell.

The ingenuity of a first relationship
open-mindedness to love
They are now a memory
which remains in place.

Everything could have been different
but it was what had to be.
I am not indifferent to you
and I will never forget you.

It was very difficult to abdicate
of a great passion
Worse would have been never known what love is
but I know and that I keep in my heart.

Mem-Martins, sitting at the desk,
Poem written on the computer
June 21, 2015,
10:17 p.m.
In Costa, Maria Leonor. Platonic Loves.

domingo, 21 de junho de 2015

A minha personalidade / My personality

Revejo a minha personalidade
em alguns animais que rimam com ão
começando pelo meu signo
que é, como não podia deixar de ser, Leão.

O meu ascendente também,
pois é escorpião
E a minha postura combina
em muitas ocasiões com a de um belo pavão.

Quanto à capacidade de observação
identifico-me com um gavião.
Na fidelidade posso ser comparada
com um dócil e amável cão.

Mas não me identifico
nem me revejo no tubarão
Sinto-me mais como uma borboleta
com liberdade no coração.

Mem-Martins, sentada à secretária,
Poema manuscrito,
18 de junho de 2015,
22h38
In Costa, Maria Leonor, Poesias Mundanas.


I review my personality
in some animals that rhyme with ão (in portuguese language)
starting with my sign
that is, as might be expected, Leo.

My upward also
it is scorpion
And my approach combines
on many occasions with a beautiful peacock.

As for observation capacity
I identify with a hawk.
In fidelity I can be compared
with a docile and loving dog.

But I don't identify
or I see myself in a shark
I feel more like a butterfly
with freedom in the heart.

Mem-Martins, sitting at the desk,
Handwritten poem,
June 18, 2015,
10:38 p.m.
In Costa, Maria Leonor, Worldly poetry
 

sábado, 20 de junho de 2015

Maldita Borboleta / Damn Butterfly

Maldita borboleta
que bateu as asas para esvoaçar
e que inspirou o poeta
com a sua vontade de se libertar.

Ela encolheu-se muito tempo
não brilhando no seu esplendor,
vencida pelo contratempo
escondeu a sua dor.

Reprimiu os seus ímpetos
até ao limite das suas forças,
perdeu-se em dialetos
permanecendo solitária como as corças.

Farta de brincar às casas
e de se limitar
Ela abriu as suas coloridas asas
redescobrindo o prazer de voar.

Mem-Martins, sentada à secretária,
Poema manuscrito,
18 de junho de 2015,
22h27
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


Damn butterfly
who beat the wings to flutter
and that inspired the poet
with their desire to be free.

She cringed for a long time
not shining in all her splendour
won by the setback
She hid her pain.

Suppressed their urges
within the limits of their strength
lost in dialects
remaining solitary as the deer.

Tired of playing at houses
and to limit her self
She opened her colourful wings
rediscovering the pleasure of flying.

Mem-Martins, sitting at the desk,
Handwritten poem,
June 18, 2015,
10:27 p.m.
In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Saudades de viajar / Missing travel

Tenho saudades de viajar
Para lá de onde me leva a imaginação
De partir à descoberta do mundo
Levando apenas um mapa na mão.

Há culturas por descobrir
Pessoas novas para conhecer
Doces momentos para usufruir
Deixar a aventura acontecer.

A novidade atrai-me,
Faz pulsar o meu coração
Ficar presa por muito tempo
Não é para mim, não.

Agualva-Cacém, sentada à secretária,
Poema manuscrito,
17 de junho de 2015,
12h47
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


I miss travelling
Beyond which leads me my imagination
Setting off to discover the world
Taking only a map on the hand.

There are cultures undiscovered
People new to know
Sweet moments to enjoy
Let the adventure happen.

The novelty attracts me
It makes my heart throb
Getting stuck for a long time
It’s not for me, isn’t.

Agualva-Cacém, sat at the desk,
Handwritten poem,
June 17, 2015,
12:47 a.m.
In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.