Todos os dias, neste espaço, divulgo um poema da minha autoria para que a minha inspiração vos possa servir de guia.

Every day, in this space, I spread a poem of my authorship so that my inspiration can serve as a guide to all of you.

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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Adeus minha borboleta / Goodbye my butterfly

Adeus minha borboleta
Vais partir para outras paragens
A tua vida não é obsoleta
Para ti os sonhos vão deixar de ser miragens.

Partiste em prol do amor
Para teres a vida que sempre desejaste
Ficou um amargo sabor
E um profundo desgaste.

Sentiste-te presa e sem poder voar
Aos limites tentaste-te ajustar
Agora abres novamente as tuas asas e vais-te libertar
Voltas para junto dos teus para voltares a sonhar.

Sentada no autocarro que parte de Chaves com destino a Boticas,
Poema manuscrito,
28 de abril de 2015,
8h30

In Costa, Maria Leonor, Poesias Mundanas.


Goodbye my butterfly
You'll leave to other places
Your life is not obsolete
Your dreams will no longer be mirages.

You left for the sake of love
To have the life you always wanted
It became a bitter taste
And a deep waste.

You felt trapped and unable to fly
With the limits you tried to set yourself
Now you open your wings again and you will set you free
You turn among yours to get back to dream.

Sitting on the bus from destination with Chaves to Boticas,
Handwritten,
on April 28, 2015,
8:30 a.m.
In Costa, Maria Leonor, Worldly poetry

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Auto-retrato / Self Portrait



Não sinto ganância
Também não sou invejosa
Para mim só a essência tem importância
Acho-me pouco vaidosa.

Posso até ser um pouco egoísta
Por não partilhar tudo o que é meu
Sou por vezes altruísta
E tenho respeito por aquilo que é teu.

Não me sinto narcisista
Apesar de gostar muito de mim
Talvez dentro de mim o ego já não exista
Porque me esforcei para ser assim.

Livre procuro-me sentir
Dentro dos limites impostos à liberdade
Da vida tento usufruir
E com pouco ter felicidade.

Sentada no autocarro que parte de Chaves com destino a Boticas
Poema manuscrito
24 de abril de 2015,
8h57
In Costa, Maria Leonor, Poesias Mundanas.


I do not feel greed
Nor am I envious
For me only the essence is important
I find myself little vain.

I may be a little selfish
By not sharing all that is mine
I am sometimes altruistic
And I have respect for what is yours.

I'm not narcissistic
Although I’m very fond of me
Perhaps within me the ego no longer exists
Because I struggled to be like this.

I look for feeling free
Within the limits imposed on freedom
I try to enjoy life
And with little have happiness.

Sitting on the bus from destination with Chaves to Boticas,
Handwritten,
on April 24, 2015,
8:57 a.m.
In Costa, Maria Leonor, Worldly poetry

terça-feira, 28 de abril de 2015

Sossego para o meu coração / Peace to my heart

Que se lixe a casa
E todos os bens materiais
O apego não alimenta a brasa
Não nos faz sentir especiais.

Quando eu morrer
Nada do que possuo irá comigo,
Prefiro bem viver
E não carregar este castigo.

O dinheiro é um passaporte
De tudo aquilo se se consegue comprar
Quero apenas 20 € para a minha morte
Para,a barca, poder pagar.

Sem dinheiro muito se faz
Basta dar largas à imaginação
Agora preciso de paz
E de sossego para o meu coração.

Sentada no autocarro que parte de Chaves com destino a Boticas
Poema manuscrito
24 de abril de 2015,
8h48
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


What the hell the house
And all the material goods
The attachment does not feed the embers
It does not make us feel special.

When I die
Nothing that I have will go with me.
I prefer good life
And not load this punishment.

Money is a passport
Of all that you can buy
I just want €20 for my death
To be able to pay the barge.

Without money very is made
Just give vent to imagination.
Now I need peace
And rest to my heart.

Sitting on the bus from destination with Chaves to Boticas
handwritten
on April 24, 2015,
8:48 a.m.

In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Rumo à minha felicidade / Towards my happiness.

Vais-me continuar a dizer
Que eu não te avisei
Que não te dei a conhecer
Que não argumentei e gritei.

Vais continuar a afirmar
Que não me viste chorar
Que não me quiseste enganar
E que só mentindo eu poderia engravidar.

Vais continuar a repetir
Os mesmos argumentos diariamente
Eu já não te consigo ouvir
A tua voz tolda a minha mente.

Vai, eu deixo-te ir
Procura a tua identidade
Eu vou em breve partir
Rumo à minha felicidade.

Sentada no autocarro que parte de Chaves com destino a Boticas,
Poema manuscrito,
24 de abril de 2015,
8h36
In Costa, Maria Leonor. Amores Platônicos.


You'll still tell me
I did not warn you
I did not give you the knowing
Not argued and screamed.

Will you continue to assert
That you did not see me cry
That you would not deceive me
And that only lying I could get pregnant.

Will you continue to repeat
The same arguments daily
I already can’t hear you
Your voice blurs my mind.

Go, I'll let you go
Search your identity
I'll soon leave
Towards my happiness.

Sitting on the bus from destination with Chaves to Boticas,
Handwritten poem,
on April 24, 2015,
8:36 a.m.

In Costa, Maria Leonor. Platonic Loves.

domingo, 26 de abril de 2015

A culpa foi do destino / The fault was of fate

Uma oportunidade é o que me pedes
Depois de todas as que já te dei
Tenho a sensação que não medes
Tudo aquilo que por ti abdiquei.

Fizeste ouvidos moucos
Às minhas argumentações
Os outros não são loucos
Tu alimentas frustrações.

Apagaste a chama do amor
Já nada arde no meu peito
Apenas resta algum rancor
E um pouco de respeito.

Assim termina uma história
De duas vidas que se cruzaram
Ficam apenas as memórias
Daqueles, que por culpa do destino, se encontraram.

Sentada no autocarro que parte de Chaves com destino a Boticas
Poema manuscrito
24 de abril de 2015,
8h28
In Costa, Maria Leonor. Amores Platônicos.


An opportunity is what you ask
After all I've given you
I have a feeling that you don’t measure
All that I abdicated for you.

You did deaf ears
To my arguments
The others are not crazy
You nourish frustrations.

You blotted out the flame of love
Already nothing burns in my chest
It only remains a grudge
And a little respect.

So ends a story
Of two lives that crossed
Staying only memories
Of those, who by fate's fault, met.

Sitting on the bus from destination with Chaves to Boticas,
Handwritten poem,
on April 24, 2015,
8:28 a.m.

In Costa, Maria Leonor. Platonic Loves.

sábado, 25 de abril de 2015

Peço desculpa por ter pedido ajuda / I apologize for asking help

Peço desculpa por ter pedido ajuda
Se dela não precisa-se, não a pedia
Lamento a sua recusa,
Não volto a incomodar
Não contava com a sua atitude,
Desprevenida fiquei-me a chorar.

A nossa falta de comunicação
Já vem de lá de trás no tempo
A sua exigência comigo, é imensa
O seu respeito não consigo alcançar
Foi a sua incompreensão
Que me assustou e fez-me voar.

Já não consigo reprimir
Para fora a mágoa tenho de deitar
Muitas vezes errei na vida
Por ter medo de o desapontar
Agora já sou crescida
Sinto que nada tenho que provar.

Sentada à secretária em Boticas,
escrito a computador,
21 de abril de 2015,
16h10
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


I apologize for asking help
If I didn’t need it I wouldn’t ask for it
I regret your refusal
I don’t come back to bother
I did not count on your attitude
I was unprepared, so I cried.

Our lack of communication
It comes from back there in time
Your demand is huge with me
Your connection I can’t reach
It was your misunderstanding
That scared me and made me fly.

I can no longer suppress
Out the hurt I have to lie down
Often missed in life
For being afraid of disappoint you
Now I am grown
I have nothing more to prove.

Sitting at my the desk in Boticas
written on the computer
on April 21, 2015,
4:10 p.m.

In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Chuva de Pétalas / Petals Rain

A primavera chegou
As árvores despertaram a florir
O tempo piorou
E as pétalas começaram a cair.

Seguidas umas pelas outras e lentamente
À sua volta um lindo manto se espalhou
Uma perspetiva que não fica para sempre
Apenas se vê o que o vento não levou.

É uma autêntica chuva,
Que cai de várias árvores,
Assenta como uma luva
E têm muitas e lindas cores.

Sentada à secretária em Boticas
escrito a computador
21 de abril de 2015,
12h25
In Costa, Maria Leonor, Poesias Mundanas.


Spring has arrived
The trees awoke to flowering.
The time worsened
And the petals began to fall.

Followed slowly by each other,
And around it a beautiful mantle spread
A perspective that is not forever
Just see what the wind did not take.

It is an authentic rain
Falling of various trees
Fits like a glove
And have many beautiful colours.

Sitting at my the desk in Boticas,
written on the computer,
on April 21, 2015,
12:25 p.m.
In Costa, Maria Leonor, Worldly poetry

 



quinta-feira, 23 de abril de 2015

De onde sou só eu sei / From where I am only I know

Um dia a Trás-os-Montes cheguei
E desde logo muito estranhei
Um estranho mundo encontrei
Para outro tempo, sinto que viajei.

Aos pouco me adaptei
Novo vocabulário e hábitos herdei
Aqui muito me inspirei
E um dia para a realidade acordei

Agora estou de partida
Não sei quando regressarei
Vai-me custar a despedida,
Mas de onde sou só eu sei.

Sentada no autocarro que parte de Chaves com destino a Boticas,
Poema manuscrito,
21 de abril de 2015,
8h53
In Costa, Maria Leonor. Catarse das Palavras.


One day to Tras-os-Montes I arrived
And immediately very I stranged
A strange world I found
For another time, I flew.

Little by little I adapted
New vocabulary and habits inherited
Here very I was inspired
And one day I woke up to reality

Now I'm departure
I do not know when I will return
It will cost me the farewell,
But from where I am only I know.

Sitting on the bus from destination with Chaves to Boticas,
Handwritten poem,
on April 21, 2015,
8:53 a.m.

In Costa, Maria Leonor. Catharsis of Words.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O futuro um dia há de vir / The future one day will come

Não tenho mais nada a dizer
Visto ele não querer entender
Que muito me fez sofrer
Sem parar para me compreender.

Já não quero conversar
Estou farta de me zangar
Algo vai ter de mudar
Eu já não o consigo amar.

Quero voltar a sorrir
Da vida não almejo fugir
Para Lisboa eu desejo ir
E o futuro um dia há de vir.

Sentada no autocarro que parte de Chaves com destino a Boticas,
Poema manuscrito,
21 de abril de 2015,
8h46
In Costa, Maria Leonor. Amores Platônicos.


I have nothing else to say
Since he does not want to understand
How much it made me suffer
Without stopping to understand me.

I no longer want to talk
I'm tired of being angry
Something is going to have to change.
I can’t love him anymore.

I want to smile again
I do not mean to run away from life
To Lisbon, I wish to go
And the future one day will come.

Sitting on the bus from destination  from Chaves to Boticas,
Handwritten poem,
on April 21, 2015,
8:46 a.m.

In Costa, Maria Leonor. Platonic Loves.

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